Lancheira inusitada

10 05 2007

Não sabe o que fazer com aquele pino de CD-Rs vazio? O nova-iorquino Rodrigo Piwonka teve uma idéia bacana: transformou-o num prático porta-bagel.

Porta-bagelCrocante por fora e macio por dentro, o bagel é um simpático pão salgado com um furo no centro. Ele está para os norte-americanos assim como o pãozinho francês para nós brasileiros.

Sua origem é polêmica: alguns afirmam que ele foi criado na Polônia, em 1610. Outros dão conta de que o pão com cara de rosquinha é obra de um padeiro judeu, que inventou a delícia em Viena, na Áustria, em 1683. 

Divergências históricas à parte, o bagel pode vir coberto com sementes de papoula, gergelim e vai muito bem partido ao meio e recheado com cream cheese. :D





Gafe no lançamento do novo Hotmail

9 05 2007

Demorou, mas finalmente a Microsoft lançou na segunda-feira (07/05/2007) o Windows Live Hotmail. Segundo a empresa, a nova versão do famoso Webmail oferece agora 2GB de espaço, entre outros recursos. Para saber mais sobre eles, clique aqui. 

Mesmo com o visual renovado e ferramentas variadas, o Hotmail continua chato de usar. O fato é que os Webmails podem ser divididos em a.G. e d.G. (antes do Gmail e depois dele). O Gmail dá um banho na concorrência.

Mas o que realmente me chamou a atenção foi a gafe na imagem de divulgação do novo Hotmail. Veja você mesmo… 

gafe-novo-hotmail.jpg

O mais engraçado é o detalhe do subject da mensagem exibida: “I want a penguin” (Quero um pingüim). Logo abaixo a pergunta: “But who doesn’t?” (Mas quem não quer?).

Alguém pode explicar o que um pingüim faz na tela? Será que o pessoal da Microsoft esqueceu que pingüim significa Linux? Ou será que entre as fileiras da gigante do sr. Gates há entusiastas de Linux?

Essa leva o primeiro e merecido “Pérolas Awards”. :D





Minha relação com a comida

7 05 2007

Durante a infância, nunca fui dada a brincar de casinha, a preparar aquelas comidinhas de mentira e a alimentar bonecas. Gostava de brincar com terra (barro rocks!), flores, folhas e o que mais pudesse encontrar no jardim da casa da vó Silvia, mas nunca (jamais!) simulava a vida de uma dona de casa. Achava estúpido (e ainda acho) brincar de coisas que lembram o inglório trabalho de todo dia. Tratava de gastar o meu precioso tempo de criança com algo mais interessante.

 

Apesar da minha impaciência e da falta de entusiasmo com as brincadeiras de menina, adorava ficar por perto quando minha mãe (ou meu pai) preparava algo. Eu era (e ainda sou) a cobaia oficial da casa quando era preciso testar se algo estava cru, salgado ou doce… Enfim, a raspa da tigela da batedeira ou a do copo do liquidificador era minha. Sempre. E não tinha preconceito se a massa levava ovos crus, gemas, óleo…

 

Tenho gostos relativamente simples (quase frugais), se comparados aos de alguns coleguinhas. Gosto de comer, mas este não é o meu esporte favorito. Não fico sem dormir pelo fato de não ter visitado este ou aquele restaurante badalado. Aliás, desconfio sempre de reviews rebuscados e fujo de lugares que estão na moda.

 

Num país como o nosso, às vezes, chega a ser imoral falar de comida como se faz por aí. Você quer saber a razão? Oras… Dê uma boa olhada no que acontece à porta de alguns restaurantes em regiões nobres ou experimente ler o noticiário…

 

Contudo, isso não significa que eu não goste de boa comida. Eu gosto. Mas boa comida, para mim, tem uma outra definição. Um significado bem diferente do conceito geral.

 

Muitas vezes, a boa comida não está à mesa de um restaurante tocado por um chef renomado e nem leva ingredientes mirabolantes. Ela pode se esconder ali, no singelo e cremoso purê de batatas que a minha mãe prepara quando fico doente, no omelete com cubinhos de pimentão vermelho feito pelo meu namorado ou no eterno e insuperável doce de abóbora com coco da vó Silvia…

 

Para mim, a comida é apenas uma forma de celebrar a vida, um elemento que une e que ajuda a resgatar memórias. E a boa comida é aquela que tem o poder quase mágico de nos fazer voltar no tempo e de reviver, ainda que por um breve instante, momentos únicos.