Indulge yourself

11 07 2007

O que você fez de bom por você hoje? Vamos lá… Responda.

Ok… Vou mudar a pergunta… O que você fez de realmente bom por você nos últimos tempos? Vamos, responda.

Não consegue se lembrar? Hum… Isso é ruim. Muito ruim.

Bem. Naquele vídeo Wear Sunscreen (se ainda não viu, você pode encontrá-lo no YouTube, é só procurar), tem uma frase de que eu gosto muito… “Do one thing every day that scares you.”

Sim! Não interessa qual é a sua tradução preferida para essa frase. O que realmente conta é… Faça algo extraordinário a cada dia.

Não interessa se ninguém liga para você, se o seu chefe é um mala e se a síndica do seu prédio quer colocá-lo para fora… Faça algo realmente surpreendente por você.

E se você está sem idéias sobre o que fazer e se aceita uma sugestão de restaurante, vá jantar no Terraço Itália!

Ok! É caro, sim. (Um jantar para duas pessoas custa, em média, R$ 280 sem bebidas alcoólicas). Mas vale cada centavo investido… A comida é saborosa, o serviço é de primeira, a luz do salão é baixa (e há uma pequena lamparina em cada mesa) e a vista… Ah! A vista… A vista é um espetáculo à parte.

Localizado no 41 andar do Edifício Itália (o segundo edifício mais alto da cidade, o primeiro é o Mirante do Vale, na Av. Prestes Maia), o restaurante oferece uma vista única de São Paulo. Basta dizer que, entre a sua mesa e o vazio, existe somente uma parede de vidro. Apenas vidro. Do teto ao chão.

Lá fora, São Paulo cintila iluminada pelas imponentes torres da Paulista e por milhares de lâmpadas faiscantes. São Paulo vista à noite, de uma das mesas do Terraço Itália, se parece com um imenso manto de veludo negro salpicado de pequenos diamantes. Uma visão que chega a ser comovente de tão bonita.

É claro que, se você for acompanhado, o jantar será bem melhor. (Deve ser um bocado difícil não ter com quem comentar a vista…) Mas, se você não tiver companhia, vá assim mesmo. O lugar é perfeito para aquelas situações chamadas de “especiais”, mas não há nada que impeça uma ida ocasional. (Oras… Todos os dias são especiais. :-P )

O menu, assinado pelo Chef Giancarlo Marcheggiani, inclui antepastos, risotos, peixes, aves, carnes e, como é de se esperar de todo bom restaurante italiano, massas. Para beber, água mineral, sucos, refrigerantes (por favor, não estrague a sua refeição com eles), espumantes e vinhos. Na dúvida sobre qual vinho escolher, veja a sugestão indicada para cada prato no próprio menu.

Durante a nossa visita, esta escriba comeu antepastos, um risoto de cogumelos porcini com cubinhos tenros de galinha d’angola (cremoso, al dente e de sabor muito mais suave do que o do tradicional risoto de funghi) e, de sobremesa, um delicado creme de gianduia com pistache (para quem ainda não pôde provar, vale dizer que a combinação gianduia + pistache é estupenda) e coulis de morango. Bebida: água mineral Prata sem gás gelada (a nossa preferida entre as águas minerais nacionais).

Ao fundo, como trilha sonora, piano ao vivo alternado com um CD de árias na voz de Luciano Pavarotti.

Magnífico.

Por esses e por outros inúmeros motivos que não cabem aqui, este foi, até hoje, o melhor jantar que esta escriba já teve.

Se você está em São Paulo ou se vai para lá, recomendo um jantar no Terraço Itália. Mesmo que seja uma única vez. O seu paladar e os seus olhos vão agradecer.

Para saber mais sobre o restaurante, visite a página oficial do Terraço Itália: http://www.terracoitalia.com.br/

 PS: Uma dica. O ambiente é tranqüilo e inspira a contemplação da vista. Se quiser levar a sua câmera para fotografar a cidade, tudo bem. Mas deixe para tirar fotos na área externa (sim! há um mirante externo). Assim, você não incomodará as demais pessoas e não correrá o risco de ter uma foto com um belo reflexo de flash nas paredes de vidro.





Lancheira inusitada

10 05 2007

Não sabe o que fazer com aquele pino de CD-Rs vazio? O nova-iorquino Rodrigo Piwonka teve uma idéia bacana: transformou-o num prático porta-bagel.

Porta-bagelCrocante por fora e macio por dentro, o bagel é um simpático pão salgado com um furo no centro. Ele está para os norte-americanos assim como o pãozinho francês para nós brasileiros.

Sua origem é polêmica: alguns afirmam que ele foi criado na Polônia, em 1610. Outros dão conta de que o pão com cara de rosquinha é obra de um padeiro judeu, que inventou a delícia em Viena, na Áustria, em 1683. 

Divergências históricas à parte, o bagel pode vir coberto com sementes de papoula, gergelim e vai muito bem partido ao meio e recheado com cream cheese. :D